segunda-feira, 4 de julho de 2011

Jesus Cristo, o Rebelde

Aproveitando as férias para trabalhar um pouco no tema do meu TCC, fiz um levantamento bibliográfico bem interessante sobre o chamado “Jesus histórico”. Para aqueles que não estão familiarizados com o termo, é comum os historiadores fazerem uma separação entre o Jesus da história e o Jesus da fé. Há quem diga que existem dois “Jesuses” e que o Jesus histórico pouco tem haver com o da fé, sendo este último uma deturpação do primeiro pelas lendas e mitificações.

Bom, sobre isso pretendo escrever em outra oportunidade (e se você é fiel leitor deste blog, sabe que isso pode demorar J). Mas o que eu gostaria de compartilhar com vocês agora é algo que hoje eu estava refletindo enquanto pesquisava os documentos pro meu trabalho. Jesus Cristo foi, de fato, o maior rebelde que existiu.

Jesus foi um homem totalmente outsider em sua época. Não estava nem um pouco interessado em agradar quem quer que fosse e sempre estava disposto a entrar em confronto com as autoridades para defender suas idéias. Penso no escândalo que deve ter sido esse filho do carpinteiro, ali sentado tranquilamente, conversando com uma mulher (mulheres eram totalmente desprezíveis naquele contexto) e ainda por cima, samaritana, povo que não era bem aceito pelos judeus. Mas Jesus não estava nem ai para o que iriam pensar. Fazia o que tinha certeza de que era certo. Pra ele não importava se as crianças, assim como as mulheres, não fossem bem vistas na sociedade. Ele lhes dava uma atenção que não era comum a um cidadão judeu. Jesus estava sempre do lado dos miseráveis, dos pobres, dos ditos pecadores, o que era inadmissível para qualquer judeu que se preocupasse com a sua imagem. Mas Jesus, desafiava o "status quo" de sua época com atitudes de um verdadeiro rebelde, de um inconformado, de um revolucionário que queria quebrar com a tradição de seus antepassados (dando uma nova interpretação da lei). Jesus foi um rebelde!
E pra concluir, penso em como a rebeldia de Jesus tem sido resguardada. Não se fala disso nos púlpitos e nem filmes e nem em estudos. Imagino no perigo para os que detêm o poder ter um rebelde sendo adorado como um Deus. Que tipo de sentimento isso despertaria? Que tipo de inspirações?  Acho que essa idéia deve até dar arrepios na espinha de muita gente lá em cima, no alto da pirâmide...

terça-feira, 21 de junho de 2011

Idade Moderna

O “Advento dos Tempos Modernos” tem sido estabelecido pela maioria dos historiadores, como tendo início na tomada de Constantinopla pelos turcos otomanos, em 1453 e vai até a tombada da Bastilha em 1789. Entretanto, outros historiadores (que gostam de complicar as coisas) preferem instituir outros marcos históricos para o início dos tempos modernos: Viagem de Colombo, que descobriu a América em 1492, Conquista de Ceuta pelos portugueses em 1415 ou viagem as índias de Vasco da Gama (escolha já o seu! J).
O fato é que nesse período do século XV, XVI (quinze e dezesseis, pra você que ainda não tem intimidade com os algarismos romanos) muitas mudanças estavam ocorrendo na Europa: pra começar, a derrocada do sistema feudal, que caracterizou a Idade Média: Os servos que antes ficavam escondidinhos dentro da segurança dos feudos, trabalhando feito burros de carga para os senhores feudais, viram que podiam muito bem viver fora da barra das vestes reais, e ganhar muito dinheiro, comprando e vendendo bugigangas. Era o comercio que começava a renascer.  E como ele pode renascer? Lembremos, crianças, da lição sobre a Idade Média, com sua sociedade imobilista divida em Nobres, clero e servos. Naquele tempo, a Igreja Católica, muito mais, digamos, incisiva do que é hoje, bradava aos quatro cantos que o lucro era pecado, acumular riquezas era pecado, cobrar juros era pecado, ainda que, ela própria fosse riquíssima (ai não era pecado). Por isso, os servos levavam uma verdadeira vida de gado (como diria Zé Ramalho), pois a eles não era permitido acumular riquezas, sendo obrigados a pagar muitas taxas para os seus senhores.
Quando os senhores desses servos começaram a ir para as cruzadas, as pessoas começaram a procurar outros locais para sobreviver e descobriram que poderiam fazer isso comprando, por exemplo, duas galinhas por cinco peixes, e vendendo os referidos galináceos por sete peixes, obtendo ai um lucro. Opa! E não é que isso era bom demais da conta? Nascia ai então o comerciante, que vivia do lucro de suas atividades. Esses comerciantes que começavam a ficar ricos começaram a viver em regiões fora dos feudos que ficaram conhecidas como “burgos”, palavra de origem anglo-saxão que significa cidadela ou fortaleza.
Essas cidades ficavam localizadas entre o castelo senhorial e a muralha que a protegia, assim, elas conseguiam proteção em caso de uma invasão.  Logo, o burguês, como ficou conhecido o morador do burgo, deixou de fazer troca de produtos, pra usar um método mais prático de troca, que facilitava a vida de todo mundo. Daí é que a moeda ganhou mais importância na hora do comércio.
Assim, os burgueses se tornaram cada fez mais ricos e poderosos, através da prática do comércio. Surgiram às feiras onde muitos produtos eram oferecidos aos compradores o que exercia certa atração, afinal de contas imagine você, um servo do período Medieval, tendo que calejar suas mãos segurando o cabo de uma enxada pra poder obter a sua cenoura, o seu alface, a sua beterraba e de repente alguém oferece por algum preço o produto ali prontinho, só levar pra casa? Por isso que as feiras se tornaram muito populares nesse período e viraram a sensação do momento. E ai nascem os dias da segunda feira, terça feira, quarta feira, quinta feira e sexta feira, que hoje dão os nomes dos dias da semana. (e caem por terra um dos vários “porquês” da minha infância). Outro fato interessante que ocorria nessas maravilhosas feiras: se você, meu senhor e minha senhora, fosse às compras e tivesse receio de ser abordada por algum meliante, algo muito comum “naquela época”, existia na feira certos homens com quem você poderia deixar o seu dinheiro guardadinho e, depois recuperá-lo, pagando uma taxa por esse serviço. Como esses homens ficavam sentados em bancos dispostos em meio à feira, logo ficaram conhecidos como “banqueiros”.
Aos poucos, o desejo burguês de enriquecer, a ância de alcançar novos horizontes, apreciar novas possibilidades, fazia com que as pessoas criassem novos conceitos, aumentava o desejo de quebrar com os antigos paradigmas estabelecidos há séculos pela visão catolicista do mundo. Uma nova interpretação dos fatos era necessária. Desta forma, esse novo homem alheio à religiosidade de tempos remotos, se lança de cabeça no conhecimento científico e busca de novas verdades que se enquadrassem nesse seu novo estilo de vida. Desta busca nasce o anelo de voltar aos ideais no mundo clássico. É o período da Renascença, do surgimento do artista, da genialidade de Leonardo da Vinci e Michelangelo. Bem mais tarde, esse movimento possibilitou o surgimento do Iluminismo, com Jean Jacques Rousseau, Voltaire, Robespierre e todo o restante da turma, que influenciam a revolução francesa, evento que iniciou um processo drástico de mudanças no mundo. 
No campo político, os séculos XV e XVI (já aprenderam, né?) foram repletos de modificações. Os ricos burgueses sem força política se uniram aos reis sem força financeira e juntos fizeram uma suruba do qual veio a nascer os primeiros Estados Nacionais. 
Os burgueses se beneficiaram imensamente dessa sociedade e se tornaram ainda mais prósperos.
Nascia então o mercantilismo, um novo jeito de encarar a economia, calcada em alguns fundamentos básicos:
1.       Metalismo: Também conhecido como “Vamô passá a mão no teu ouro!”. Pregava que para uma nação ser grannnndee e forte, tinha é que ter bastante ouro, prata e outros metais preciosos.
2.       Colonialismo: Também chamado de “Vamô invadi sua praia!”. Era a crença de que se um país não tinha o ouro suficiente em seu território, a solução era simples: Só invadir o território do outro e pegar tudo o que for preciso!
3.       Balança Comercial Favorável. Não tenho nenhuma piadinha pra esse daí não. Acreditava-se que um país era próspero quando vendia mais do que comprava. Por isso é que foi estabelecido o pacto colonial.
E foi assim, crianças, que aconteceu o surgimento o modelo do capitalismo, as grandes navegações, descoberta do Brasil, etc...
Cansei... chega por hoje
Até a próxima, queridos amantes da história!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

As Grandes Navegações

Foi o historiador Jacque Le Goff quem afirmou “A sociedade medieval nasceu sobre as ruínas do mundo romano (...)”
Esta sociedade que floresceu em meios os escombros de Roma, foi caracterizada pelo imobilismo, pela forte presença da Igreja Católica, dando pitaco em tudo  e pela organização social dividida entre nobres, clero e servos.(havia também os escravos, mas esses nem contavam, pois eram tratados como objetos)  O comércio era natural, ou seja, quando havia necessidade, podia-se trocar um produto em que se tinha abundancia, por outro que fosse escasso. (o famoso troca-troca J)
Muitos foram os fatores pelos quais esse tipo de sociedade foi entrando em declínio. Um dos principais foi a retomada das atividades comerciais e conseqüente ascensão dos burgueses, que com o exercício da atividade comercial tornar-se-iam poderosos e influentes, sendo que até os reis começaram a pagar um pau pra eles.
A busca por riqueza era desejável para essa nova classe em ascensão, bem como de especiarias. Por isso, era conveniente o comércio com a África, fornecedora de escravos e marfim, com a Índia, que fornecia especiarias, com a China, grande fornecedora de seda (e ópio pra deixar os europeus doidões, isso sim é que era a grande viagem!), com o Japão, onde podia se encontrar o tão cobiçado ouro e com a Pérsia, de onde vinham os mais belos tapetes e a porcelana.
Essa nascente avidez comercial encontrou-se com o desejo dos nobres de reconquistar as terras perdidas para os árabes e ganhar a simpatia da igreja católica pela luta contra os hereges. Além disso, havia o interessa mútuo de tomar posse de Ceuta, um importante centro comercial da época.
Estabelece-se, então, uma associação entre comerciantes e nobres, pois para empreender tal aventura os burgueses necessitavam do apoio do governo e o governo da grana dos burgueses. Desta sociedade é que vem à luz duas coisas importantes para a compreensão dos eventos que se estabelecem nessa época: a formação dos estados nacionais e o mercantilismo.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Debret: a alma da missão francesa

Aviso aos leitores: Essa postagem é parte de um artigo ciêntífico que fiz para a faculdade, portanto, peço desculpas pela linguagem polida e educada da mesma.

Contribuição do meu colega de classe, Cassiano Varani!

Tendo Dom João VI juntamente com toda a corte portuguesa, fugido para o Brasil tencionando evitar as tropas de Napoleão Bonaparte, ao fixar-se em terras brasileiras nasceu-lhe o desejo de transformar a colônia. Começa então uma série de medidas que trás muitas mudanças para o Brasil: a criação da primeira faculdade de Medicina, a criação do Jardim Botânico, com a intenção de servir às pesquisas e a abertura dos portos para as nações amigas, o que pôs fim ao antigo pacto colonial, no qual ficava estabelecido que ao Brasil, na qualidade de colônia, não podia fazer comércio com outro país que não Portugal. Com essa atitude, portanto, o Brasil deixava sua posição de colônia.
Ainda dentro dos desejos de desenvolvimento do Brasil, Dom João VI preocupado com o crescimento cultural da antiga colônia, solicita a vinda de artistas franceses com o intuito de fundar a Academia de Belas Artes. Deste modo, desembarca no Rio de Janeiro, a 26 de março de 1819, um grupo de artistas franceses.
O grupo que ali aportou era composto pelos artistas: Joachim Lebreton (1760 – 1819), líder do grupo, o pintor histórico Debret (1768 - 1848), o paisagista Nicolas Taunay (1755 - 1830) e seu irmão, o escultor Auguste Marie Taunay (1768 - 1824), o arquiteto Grandjean de Montigny (1776 - 1850) e o gravador de medalhas Charles-Simon Pradier (1783 - 1847).
Em 12 de agosto de 1816 é criada a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, que na prática não existiu além do campo da formalidade, uma vez que para seu funcionamento houve uma gama de dificuldades, como por exemplo, as pressões de membros lusitanos do governo, contrários à presença francesa no país e as dificuldades estruturais e materiais do Rio de Janeiro no século XVII, além da falta de interesse da população em cultura.
Durante a espera pelo início das atividades na Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, Debret e Grandjean de Montigny, artistas franceses, aceitam encomendas oficiais. Dentre estes, é Debret quem realiza diversas telas para a família real.
Jean Baptiste Debret (1768-1848) nasceu em Paris e em 1816 integrou o grupo de artistas franceses que desembarcaram do Brasil para iniciar a Missão Artística Francesa. Seu pai Jacques Debret trabalhava para o parlamento francês e possuía grande interesse por história natural, seu irmão, François Debret, era arquiteto e membro do Institut de France, uma prestigiada academia francesa que agrupava os intelectuais que mais destaque possuíam em cada área do saber humano.
Estudou na Academia de Belas artes de Paris, onde foi aluno de Jacques-Luís Davi, considerado o principal representante do neoclassicismo na Europa.
Com o apoio da revolução, estudou engenharia por cinco anos. Contudo, voltando-se para a pintura, expos um quadro no salon de 1798, devido ao qual, ganhou o segundo lugar nas premiações. Em 1805 recebe menção honrosa pelo quadro: Napoleão presta homenagem à coragem infeliz, definindo assim, o tema que iria se repetir mais algumas vezes em sua carreira na França: Napoleão Bonaparte.
Em 1816, desembarca no Brasil como membro do grupo de artistas franceses trazidos por Dom João VI.
De todos os artistas franceses que no Brasil trabalharam, Debret foi o que nos legou maior quantidade de obras, seja devido ao seu tempo maior de permanência no país, ou pelo trabalho de seus alunos.
Já em seus primeiros dias no Brasil trabalha com tenacidade, pintando telas que retratavam o cotidiano do povo brasileiro bem como também retratou membros da família real, incluindo o próprio Don João VI.
Em 1820 estoura em Portugal a Revolução Liberal do Porto, forçando o retorno de Dom João ao trono lusitano. Debret solicita ao príncipe regente, Dom Pedro, que lhe fornecesse um dos ateliês construídos no edifício da Academia de Belas Artes, pedido que só foi atendido em 1823.
Reuniu, então, oito discípulos em seu ateliê, aos quais ensinou pintura. Impressionado com o que viu em uma visita ao ateliê de Debret, Dom Pedro resolve criar a Academia de Belas Artes, que se instala em 1826.
Em virtude do início dos cursos, Debret organizou a primeira exposição dos trabalhos de seus alunos. Causou tão boa impressão que o artista francês foi condecorado com a ordem de Cristo. Também em virtude dessa exposição, o ministro S. Leopoldo dispensou alguns alunos do curso preparatório de desenho, devido à tão boa impressão que lhe causou as obras ali expostas
Em 1831, após quinze anos de trabalho no Rio de Janeiro, retorna a França. Em 183 publica a obra: “Viagem pitoresca e histórica ao Brasil, ou Cotidiano de um artista francês no Brasil”, onde aborda diversos assuntos relacionados ao país, incluindo, é claro, um estudo sobre Belas Artes e o desenvolvimento das artes durante os primeiros anos de formação do país. O segundo volume é publicado em 1834 e o terceiro volume no ano seguinte.
Morre em 1848, em Paris
A Obra de Debret é de uma importância ímpar para o Brasil por sua característica historiográfica. Os quadros pintados por Debret constituem hoje importantes registros sobre usos e costumes do povo brasileiro no século XVIII.
Juntamente com os demais artistas franceses que desembarcaram no Brasil em 1816, Debret contribuiu para o nascimento do ensino de arte no Brasil e ajudou a formar a idéia da liberdade artística, numa sociedade acostumada com o artesanato e com a arte ditada pela religião.
Do ponto de vista estilístico, Debret é desprovido de qualquer emoção. O caráter historiográfico de suas telas necessita de uma abordagem objetiva, fria. O próprio Debret se referia ao seu trabalho como “documentos históricos e cosmológicos” e Beluzzi (1994) observa que: "Debret procura um ponto de vista impessoal, preceito de pintura histórica, na qual se havia formado com Jacques-Louis David. Relaciona-se com os temas que registra, colocando-se como narrador diante da realidade dos fatos”
Devido ao enfoque documental nas obras de Debret, observa-se que vários detalhes da vida no Rio de Janeiro foram retratadas, bem como o dia- a- dia dos escravos, dos indígenas, dos miseráveis, dos ricos, e da corte portuguesa.
Sua obra procura regatar as particularidades do país e do povo brasileiro preocupando-se em preservar o passado daquele povo. Assim, tencionava mostrar à Europa que o Brasil merecia lugar junto aos demais países civilizados.
Embora as cenas que retratava, nem sempre eram representadas fielmente, Valéria Lima diz: “não podemos considerar os volumes de Debret como retratos fiéis do Brasil oitocentista, mas como um grande exemplar de pintura histórica." (Pág. 8.)
Refletindo sobre a obra de Debret e analisando alguns de seus quadros podemos ver, por exemplo na tela intitulada: distribuição das cruzes da legião de honra, Napoleão encontra-se na igreja dos inválidos, que foi o hospital, igreja e lugar onde ele distribuia medalhas de honra ao mérito, tanto de vitórias nas guerras como deferidos. Na tela multicolorida das cores francesas, branco,azul e vermelho principalmente, temos no palanque Napoleão sentado em seu trono de imperador com dezenas de oficias e familiares, quase todos com uniforme de guerra, vesse que era uma sociedade militarizada.
Na tela “caçador de escravos” de 1830, temos vários indígenas seminus apenas com taba-sexo de panos com avental. Estão numa bica de água com um pequeno riacho, onde parece que esta muito quente e eles fazem uma parada para se refrescar, estão caminhando de passagem por entra uma vegetação maravilhosa e idílica, pinta ele com todo requinte dos mestres, o céu esta quase todo coberto pela vegetação, ainda vesse uma pequena oca, taba, com rede no meio e alguns indígenas na porta.
Em guerreiro indígena a cavalo, temos uma obra de relevância brasileira no que lembra forma muito bem registrada um índio que assimilou o costume europeu de lutar ao cavalo Ele segura uma lança fina e comprida de madeira, com algumas penas na ponta afiada e no meio, tem um colete de guerra. Seu cavalo tem pano de cela e um estribo. Está bem à vontade numa região quente e ele esta passando de uma forma violenta em um riacho.
Na tela castigo de escravo, vemos o litoral do Rio de Janeiro caloroso, com montanhas e a costa, esta retratando toda a crueldade da escravidão com dois escravos, amarrados quase seminus, um no chão e outro no tronco da arvore, estão sendo chicoteados, é um castigo, porem as pessoas que os torturam são negros também e estão muito bem vestidos até com chapéus e blusas.
Na tela “Dom. João VI”, o Imperador é retratado com seu trono coberto de roupas majestosas e com muito planejamento. Em um pequeno altar, esta imponente com olhar juvenil de tranqüilidade, riqueza e poder. Está em pé com sua mão direita na coroa real. Percebesse que ele tem muitos súditos, é muito rico e importante.

Conclusão
Sendo que, em meados do século XVIII, a arte no Brasil seguia os antigos padrões medievais, delimitada pela religião em caráter artesanal. A missão artistica Francesa foi integrada aos esforços de Dom João VI de trazer modernidade e sofisticação para a antiga colônia portuguesa, inagurando em terras brasileiras o estilo neoclassico.
Dentre os artistas franceses que no país desembarcaram, digno é de especial atenção pelo caráter historiográfico de sua obra, Jean-Baptiste Debret, pois é por meio de suas telas que se podem observar as características do Brasil do século XVIII: os costumes do povo, a escravidão, as relações hierárquicas, o dia-a-dia da vida do povo e da nobreza.
Por ter sido discípulo de Jacques-Luís Davi, foi lhe atribuída a função de cenógrafo da Corte para registrar os grandes acontecimentos do país. Registrou então, muitas gravuras de eventos contemporâneos, pois tanto o artista, quanto a Corte, concordavam que essas gravuras historiográficas eram essenciais para a divulgação da imagem do país.

sábado, 7 de maio de 2011

Mahatma Gandhi

Não sei se “irônico” seria a palavra certa pra descrever a situação em que as palavras de Cristo tenham sido mais bem compreendidas por um não cristão do que pelos próprios cristãos, pois foi inspirado nas palavras de Jesus (e também da Bhagavad-Gita) que Gandhi desenvolveu a filosofia do “Satyagraha”, que promovia a não-violencia. Aliás, é da boca de Gandhi que vem a frase: “Amo o cristianismo, mas odeio os cristãos, pois não vivem segundo os ensinamentos de Cristo.”
Gandhi, sem sombra de dúvidas, é o maior exemplo de como um líder pode conseguir seguidores, conquistando respeito e não inspirando o medo.

Seu nome completo era Mohandas Karamchand Gandhi (ainda bem que existe o ctrl c, ctrl v... J). O nome “Mahatma” foi um título que ele recebeu e significa “grande alma”, mas ele não gostava de ser chamado assim (muito humilde o rapaz).

Vindo ao mundo no dia 2 de outubro de 1869, sua família até que era bem de vida, sendo seu pai um  político e sua mãe uma devota vaisnava.
Aos 13 anos, de acordo com os costumes do seu povo, casou-se com Kasturba Gandhi ( ctrl c, ctrl v de novo...) de 14 anos.

Anos mais tarde o jovem Mohandas pediu permissão à mãe, para ir estudar Direito na Inglaterra, obtendo a permissão desde que jurasse se manter avastado de bebidas, carne e mulheres. Como ele prometeu ficar longe dessas coisas (afinal, pra que é que serve tudo isso mesmo?) foi se formar advogado, em Londres. Nesse período ele começou a ler o Bhagavad-Gita e o Novo Testamento, princialmente o sermão do monte, que lhe traria inspiração.

Em 1891, já formado, Gandhi retorna à Índia. E quando ele viu que era um advogado muito meia boca, por sorte conseguiu um emprego de representante de uma empresa hindu, na África do Sul. Foi lá, na África do sul, que Gandhi teve contato com a discriminação, o que acaba despertando nele a consciência social.

Na África do Sul, Gandhi se sai melhor como advogado e consegue certa fama, após resolver um caso complicado. Nesta época é promulgada na África do Sul uma lei que impedia os indianos de votarem. É, então, convencido por alguns amigos a lutar pela causa dos compatriotas. Sem mais nada de bom pra fazer em suas horas vagas, ele concorda e funda o KwaZulu-Natal, congresso que visava à luta pelos direitos indianos na África. Assim, ele iniciaria uma batalha ferrenha por 20 anos.

De volta à india em 1915, passou a orientar o povo na luta pela independência do país, sempre movido pelo princípio da resistência pacifica. Viajou para os quatro cantos da india, ensinando a importância da resistência civil  contra a dominação inglesa e a não reação à violência. Ganhou grande popularidade internacional pelas idéias que defendida e foi pro xilindró inúmeras vezes. Como forma de deixar os ingleses putos da vida, propõe o swadeshi que era o boicote a todos os produtos ingleses, inclusive roupas (por isso agente vê tantas fotos do Ghandi sentadinho, fiando a sua própria vestimenta)

Em 1931, foi convidado a ir a Londres participar de uma conferência, onde falou sobre a independencia da Índia e teve encontros (não amorosos) com Charlie Chaplin e George Bernard Shaw (obs: se vocês não sabem que são, vão pesquisar, porque não to com vontade de escrever, não J) (obs2: aliás, se vocês não sabem quem é Charlie Chaplin, se matem! J)

Após muito protestos, prisões, porradas que levou e tantas outras emoções, finalmente a Índia foi libertada em 15 de agosto de 1947. Gandhi, continuou a lutar pelo bem estar do povo indiano, até ser assassinado por um radical em 1948, em Nova Déli. Seu corpo foi cremado e suas cinzas jogado nas puras águas do rio Ganges.

E hoje, Mahatma Ghandi se tornou uma grande personalidade, idealizador e grande responsável pelo moderno estado indiano (além de ser a cara do Mickey Mouse).

sábado, 16 de abril de 2011

Colonização espanhola.


                                      
                         
 Montezuma II: com esse visual másculo, não sei como os espanhóis não se sentiram intimidados!


Falar da história da colonização espanhola na América é falar de uma história de sangue, violência e ganância de uma nação ávida de enriquecimento rápido.
Concomitantemente (adoro falar difícil) à chegada de Colombo na América, a Espanha passava por uma época de profundas transformações políticas desde que os reinos de Aragão e de Castela se uniram em 1469. A partir da unificação desses dois reinos, formou-se a  Espanha que busca se adaptar à nova situação de reino unificado.
O acúmulo de riquezas tornou-se o grande objetivo da coroa espanhola, era o metalismo que apregoava a posse de ouro, prata e outros metais preciosos para que uma nação fosse próspera.
Neste ínterim, a exploração das terras descobertas por Colombo seria fonte inesgotável de recursos, mesmo que o extermínio de centenas e centenas de vidas fosse o custo de tal empreendimento.
Foi em 1493, um ano após a chegada de Colombo à América, que a colonização de fato se iniciou, tendo como meta a exploração das riquezas e usando para isso o trabalho escravo índio.
Por exemplo, em  1519 Cortéz chega ao reino Asteca, junto com soldados espanhóis e também com índios aliados sendo então, recebido pelo rei asteca Montezuma II.
O povo Asteca a princípio, recebe os espanhóis com afabilidade, pois estes confundiram Cortéz com o deus asteca Quetzacoatl (repita isso três vezes e bem rápido!).  Aproveitando-se desse fato, os espanhóis capturam Montezuma e roubam todo o ouro dos astecas.
Vários meses depois, durante a ausência de Cortéz, os espanhóis sob o comando de Pedro de Alvarado, seu substituto, promoveram um massacre de astecas, dentro do Templo Maior, deixando os astecas putos da vida.
De volta à cidade, Cortéz não conseguiu apaziguar a situação e foi um pega-pra-capar, onde os exércitos espanhóis tiveram que fugir da cidade em meio a muitas baixas e os europeus e aliados indígenas.
Contudo, Cortéz conseguiu reforços oriundos da Espanha, bem como também de guerreiros nativos, inimigos dos astecas.  Apesar de terem resistido por 75 dias, os astecas foram finalmente vencidos, no que  resultou no fim de seu Império.
Outro exemplo é o de Francisco Pizarro, explorador da América do sul. Quando em 1522, ele ouviu falar de uma terra chamada “Pirú” ou “Biru” (atual Peru), logo organizou uma expedição em busca da cidade que, segundo relatos ouvidos por ele, era cheia de tesouros.
Os incas foram massacrados pelos soldados de Pizarro que, apesar da desvantagem numérica, possuíam armas de fogo.  Logo, os espanhóis conquistaram Cuzco, a capital do império inca.
Aproveitando-se de uma disputa dos incas pelo controle do Império, os espanhóis consolidaram sua dominação, fazendo alianças ora com um lado, ora com outro.
Nos primeiros tempos de colonização devido a problemas enfrentados pela Espanha, não houve interesse nas novas terras descobertas. Os territórios conquistados ficavam em posse dos exploradores. Foi somente com a descoberta de ouro que o governo espanhol “ cresceu o zóio” e tomou providências para tirar as terras das mãos dos conquistadores,(perderam, play boy!) formando um sistema de colonização baseado em 4 vice-reinos: nova Espanha, nova Granada, Peru e Rio da Prata.
Cansei...
Por hoje é só.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

A constituição da mandioca

A constituição da mandioca (não, não foi a constituição feita por deputados, gays!) foi a primeira tentativa brasileira de se encaixar nos moldes de uma nação soberana, criando condições para criação de um governo que pudesse se consolidar na administração do amplo e diversificado território brasileiro.

Naquela época, na Bahia, deflagrava-se ferrenha resistência à autoridade de Dom Pedro, bem como no Maranhão, Pará e Piauí.  Isto, somando-se a inúmeras pressões da corte portuguesa, fez com que Dom Pedro em três de junho de 1822, convocasse a primeira Assembléia Constituinte brasileira, chamada de Constituição da Mandioca, pois para ter direito ao voto, ou para se eleger era necessário possuir certa renda em alqueires de mandioca (quem entrava com a mandioca, podia tudo!)

Os trabalhos dos deputados tiveram início em maio de 1823 e previa que o voto seria baseado sempre na renda do cidadão (e nessa o pobre se f*). Assim, quanto mais renda ele tivesse, mas força teria o voto. Além disso, o povo não teria participação alguma nas decisões políticas (Oh, novidade!)  e os poderes de Dom Pedro seriam limitados.

Baseado nas constituições que vigoravam nos países europeus a forma de governo estabelecida pela assembléia seria dividida em poder executivo, exercido pelo Imperador e seus ministros. Legislativo, formado pela assembléia geral com deputados e senadores e Judiciário com juízes e tribunais.

A assembléia constituinte de 1822 foi declarada ilegítima por Portugal, que enviou tropas ao Brasil, exigindo o retorno imediato do príncipe. Dom Pedro reagiu,( ele era sangue no zóio!) declarando que não aceitaria as ordens de Portugal e não receberia as suas tropas.

Contudo, usando forças militares, a assembléia foi desfeita por Dom Pedro,(mandou cortar a mandioca de todo mundo!)  por este não concordar em ter seus poderes como imperador limitados e por desavenças com os Andradas, família que predominava tanto no ministério com José Bonifácio, como na Assembléia Constituinte com Antônio Carlos.

A noite da agonia, é como ficou conhecido o episódio no qual foram presas e banidas várias pessoas, incluindo os irmãos Andrada.